Novo Estudo Quantifica: A Economia de Escolher Fisioterapia em Vez de Cirurgia de Coluna
- Fisioterapeuta Online
- 13 de ago.
- 3 min de leitura
No mundo da gestão de saúde, decisões são guiadas por dados. E quando o assunto é o alto custo das cirurgias de coluna, uma pergunta sempre esteve no ar: qual é, em reais, o tamanho da economia ao se optar por um tratamento conservador bem-sucedido?
Um estudo rigoroso publicado no final de 2023 na prestigiada revista BMC Health Services Research finalmente trouxe a resposta. A pesquisa, intitulada "Custo-efetividade de um programa de segunda opinião em cirurgias de coluna: uma análise econômica", analisou exatamente o programa do Hospital Israelita Albert Einstein que mencionamos anteriormente e colocou números claros na mesa.
O resultado é um recado direto para todo o sistema de saúde.
A Análise: Dois Caminhos, Custos Radicalmente Diferentes
O estudo acompanhou pacientes que tinham uma indicação inicial para cirurgia de coluna. Através de um programa de segunda opinião, eles foram divididos em dois grupos:
Grupo Cirúrgico: Pacientes que, após reavaliação, tiveram a indicação cirúrgica confirmada e realizaram o procedimento.
Grupo Conservador: Pacientes que foram redirecionados para tratamentos não cirúrgicos, como fisioterapia, medicação e acompanhamento especializado.
A análise econômica então calculou o custo médio total de cada jornada para o sistema de saúde, incluindo consultas, exames, procedimentos e terapias ao longo de um ano.
Os Números Não Mentem: A Diferença de Custo por Paciente
Os valores revelados pelo estudo são impressionantes e demonstram o potencial de otimização de recursos. Segundo os dados publicados (convertidos e arredondados para melhor compreensão):
Custo médio por paciente no Grupo Cirúrgico: Aproximadamente R$ 87.700.
Custo médio por paciente no Grupo Conservador: Aproximadamente R$ 5.300.
Isso significa que, para cada paciente que obteve um bom resultado com o tratamento conservador, o sistema de saúde economizou, em média, mais de R$ 82.000.
Essa não é uma economia marginal. É uma redução de custos superior a 90% por paciente, um número que tem o poder de transformar a sustentabilidade financeira de qualquer operadora de saúde.
Custo-Efetividade: Mais Saúde por Menos Dinheiro
É crucial entender que a pesquisa não avaliou apenas o custo, mas a custo-efetividade. Isso significa que a economia não foi alcançada às custas da saúde do paciente. Pelo contrário.
O estudo concluiu que o programa de segunda opinião foi altamente custo-efetivo. O tratamento conservador não foi apenas drasticamente mais barato, mas também se mostrou eficaz em melhorar a qualidade de vida e a capacidade funcional dos pacientes, poupando-os dos riscos inerentes a um procedimento cirúrgico (infecções, complicações anestésicas, tempo de recuperação prolongado).
A Implicação Para o Seu Plano de Saúde
Os dados do estudo de Antonioli e seus colegas são claros: investir em uma estrutura que avalie criteriosamente as indicações cirúrgicas e ofereça uma alternativa conservadora robusta não é apenas "uma boa prática", é uma das mais inteligentes estratégias financeiras e assistenciais que uma operadora pode adotar.
A questão para o gestor de saúde moderno não é mais se vale a pena, mas como implementar um programa similar de forma rápida e escalável.
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Vamos conversar.
Referência Completa: Antonioli, E., Tavares Malheiro, D., Damazio Teich, V. et al. Cost-effectiveness of a second opinion program on spine surgeries: an economic analysis. BMC Health Serv Res 23, 1441 (2023). https://doi.org/10.1186/s12913-023-10444-2
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