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Fisioterapia no SUS: O Custo das Filas e Como a Tecnologia Pode Revolucionar o Acesso à Saúde

Entenda o caminho do paciente para conseguir fisioterapia no SUS, os altos custos de manter uma clínica física e como a fisioterapia online pode zerar filas e otimizar o orçamento da saúde municipal.


O Desafio Estrutural da Reabilitação no Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um pilar da sociedade brasileira, garantindo acesso à saúde para milhões. Dentro dele, o serviço de fisioterapia é fundamental para a recuperação funcional e a qualidade de vida da população. Contudo, a crescente demanda, somada a um modelo de atendimento presencial com altos custos fixos, criou um desafio estrutural para os gestores municipais: as longas e desumanas filas de espera.

Este artigo mapeia a jornada atual do paciente no SUS, detalha os custos reais de um serviço físico e apresenta a fisioterapia online não como um substituto, mas como um poderoso aliado para ampliar o acesso e otimizar drasticamente os recursos públicos.


O Caminho do Paciente: Como a Fisioterapia Funciona no SUS Hoje

Para um cidadão obter atendimento fisioterapêutico pelo SUS, a jornada é, em geral, longa e complexa:

  1. Atenção Primária: Tudo começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente é avaliado por um médico da família.

  2. Encaminhamento: Identificada a necessidade, o paciente é inserido na central de regulação do município para ser encaminhado a um serviço especializado.

  3. A Fila de Espera: Este é o maior gargalo. O paciente pode esperar semanas, ou mais frequentemente, meses, por uma vaga. Durante esse tempo, sua condição pode se agravar, transformando um problema agudo em crônico.

  4. Atendimento: Quando a vaga surge, o paciente é direcionado a um Centro Especializado em Reabilitação ou a uma clínica conveniada para iniciar o tratamento.

  5. Sessões Limitadas: Geralmente, o paciente tem direito a um número limitado de sessões (frequentemente 10), após as quais precisa de uma reavaliação para, talvez, voltar para o final da fila.


O Custo Invisível: Quanto Custa Manter uma Clínica de Fisioterapia Física?

A manutenção de um serviço presencial de qualidade é financeiramente pesada para o município. Os custos vão muito além do salário dos profissionais:

  • Custo de Implantação (CAPEX):

    • Estrutura: Reforma e adequação do imóvel (R$ 50.000 - R$ 150.000+).

    • Equipamentos: Compra de macas, ultrassom, TENS, laser, bicicletas ergométricas, esteiras, pesos, etc. (R$ 80.000 - R$ 200.000+).

    • Legalização: Taxas e alvarás.

  • Custo de Manutenção Mensal (OPEX):

    • Aluguel: R$ 3.000 - R$ 10.000 (dependendo da localização).

    • Salários e Encargos: Equipe com fisioterapeutas, recepcionista e auxiliar de limpeza (R$ 15.000 - R$ 30.000+).

    • Contas: Água, luz, internet, telefone, software de gestão (R$ 1.500 - R$ 3.000).

    • Insumos: Gel, eletrodos, lençóis descartáveis, produtos de limpeza (R$ 500 - R$ 1.000).

    • Manutenção e Contabilidade: Custos recorrentes para manter tudo funcionando.

Somados, os custos operacionais podem facilmente ultrapassar R$ 20.000 a R$ 45.000 por mês para uma clínica de porte pequeno a médio, com uma capacidade de atendimento limitada pelo espaço físico e pelo número de profissionais.


A Solução Ideal: Fisioterapia Online como Ferramenta de Saúde Pública

A telerreabilitação quebra o paradigma de que para ampliar o acesso é preciso construir mais. Ao adotar a tecnologia, o gestor municipal pode:

  • Atacar a Fila de Espera: Uma plataforma online permite que um número muito maior de pacientes seja atendido simultaneamente, especialmente casos de menor complexidade e crônicos, liberando a estrutura física para os casos mais graves e agudos.

  • Reduzir Drasticamente os Custos: O modelo elimina quase todo o custo de implantação (CAPEX) e reduz brutalmente o custo operacional (OPEX). O investimento é direcionado para a tecnologia e o cuidado, não para o tijolo e o aluguel.

  • Democratizar o Acesso: Garante atendimento para cidadãos em áreas rurais, distritos afastados ou para aqueles com mobilidade severamente reduzida (idosos, pós-cirúrgicos), que não conseguiriam chegar à clínica física.

  • Promover a Prevenção: Facilita a criação de programas de prevenção em larga escala, como grupos de fortalecimento para idosos ou de ginástica laboral para servidores públicos, reduzindo a demanda futura por tratamentos.


Mais Saúde com Inteligência e Menos Custo

A fisioterapia online não veio para substituir o SUS, mas para fortalecê-lo. É a ferramenta que permite ao gestor público cumprir a missão do sistema de forma mais eficiente, equânime e financeiramente sustentável. É a resposta moderna para o velho problema das filas, transformando o modo como o cuidado chega a quem mais precisa.


Quer entender como um projeto piloto de telerreabilitação pode, em poucos meses, reduzir a fila de espera e impactar os indicadores de saúde do seu município? Fale com nossa equipe de especialistas em saúde pública.

 
 
 

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